
Rio Tapajós pode sofrer dragagem
Uma grande mobilização nos bastidores da política em Brasília está ocorrendo, para reativar o processo de privatização e dragagem do Rio Tapajós, no Pará.
O Decreto nº 12.600/2025, assinado em 28 de agosto de 2025, incluiu trechos dos rios Madeira (RO/AM), Tocantins (PA/TO) e Tapajós (PA) no Programa Nacional de Desestatização (PND) para concessão à iniciativa privada.O objetivo era transferir a gestão, dragagem e sinalização para empresas, visando o escoamento de grãos, mas foi revogado em fevereiro de 2026 após pressão de povos indígenas e ambientalistas, que ocuparam por várias semanas o Terminal da Multinacional Cargill, em Santarém no Pará.
O Tapajós nesse momento é o afluente do Rio Amazonas, que é de maior importância para o escoamento da produção de grãos oriundos da região Centro-Oeste.
MOBILIZAÇÃO
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) é o principal bloco suprapartidário do agronegócio no Congresso Nacional, composto por mais de 300 deputados e senadores. Conhecida como "bancada ruralista", atua na defesa dos interesses do setor, como direitos de propriedade, questões fundiárias e políticas agrícolas, com força expressiva na Câmara e no Senado.
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Diversos parlamentares da bancada ruralista, já se mobilizam para que, após as eleições para presidente, o processo de privatização e dragagem do Rio Tapajós seja reativado imediatamente. Nos próximos meses, diversas reuniões dentro do Congresso Nacional já estão marcadas para tratar sobre a privatização do Rio Tapajós.
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