Cargill paralisa todas as operações em Santarém após ocupação indígena em terminal da empresa

Ocupação da Cargill em Santarém

Na madrugada deste sábado (21), o setor administrativo do terminal da multinacional Cargill, foi ocupado por indígenas em Santarém, Oeste do Pará. Desde o dia 22/01, movimentos de povos originários, estão bloqueando o acesso a empresa, através da BR-163, exigindo a revogação do decretro 12.600 que autoriza a privatização do Rio Tapajós e posteriormente a dragagem do leito do rio. 

Em nota, a empresa informou que todas as operações estão paralisadas no terminal da Cargill em Santarém. 


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NOTA DA EMPRESA: A Cargill confirma que na noite de ontem, 20 de fevereiro, duas ações violentas promovidas por manifestantes atingiram os ativos da empresa. No escritório central da empresa, em São Paulo (SP), um grupo de pessoas vandalizou a fachada do edifício. Horas depois, o terminal portuário de Santarém (PA), que há 30 dias tinha sua portaria de caminhões bloqueada por grupos indígenas, foi invadido pelos manifestantes. O plano de emergência foi imediatamente acionado e os funcionários que estavam no local, diante da ameaça à sua integridade, procuraram abrigo em local fechado até que pudessem ser evacuados de forma segura. Nesse momento o terminal segue ocupado e com fortes indícios de vandalismo e depredação dos ativos. Desde o início das ações, a Cargill vem reiterando seu respeito direto à manifestação e a despeito de não ingerência sobre a pauta apresentada, no entanto, segue tendo suas operações impactadas e, nesse momento, integralmente interrompidas. A companhia, que já tem ordem judicial para a desocupação, segue em contato com as autoridades para que as providências para desocupação sejam tomadas de forma ordeira e segura.


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