Diversos bairros de Santarém começam a semana sem água. O problema já persiste por vários dias


A semana da população do município de Santarém iniciou com um antigo e grave problema. A falta de água em diversos bairros da cidade.

A concessionária Águas do Pará iniciou suas operações em Santarém, no dia 1º de abril de 2026, atendendo mais de 264 mil moradores da zona urbana. 

No 1º ano de serviço já anunciou investimentos de R$ 30,6 milhões para melhorar a qualidade e a regularidade do abastecimento de água em toda a área urbana de Santarém. Entre as principais ações estão a perfuração de quatro poços e a limpeza de outros 23, o que deve ampliar a oferta em até 15 milhões de litros de água por dia. Também estão previstas melhorias em bairros com histórico de abastecimento irregular.

Ao contrário do que foi anunciado, diversos bairros de Santarém vêm enfrentando sucessivos períodos de falta de água desde o mês de abril. O que indica que, até o momento, os investimentos anunciados ainda não produziram os resultados esperados para a normalização do abastecimento. 

ÁGUAS DO PARÁ E AEGEA

A Águas do Pará é uma concessionária pertencente ao grupo Aegea Saneamento, uma das maiores empresas privadas do setor no Brasil. A empresa assumiu a gestão dos serviços de captação, tratamento e distribuição de água nas maioria dos municípios do Pará, além da coleta e tratamento de esgoto em dezenas de municípios paraenses.

A Aegea, maior empresa privada de saneamento do Brasil, enfrenta em 2026 uma crise de confiança no mercado financeiro. 

Os principais pontos da crise são:

- Atraso na divulgação do balanço financeiro: a empresa adiou a publicação de suas demonstrações financeiras após sua auditoria independente revisar critérios contábeis utilizados desde 2020.

- Revisão de balanços anteriores: a Aegea precisou reavaliar demonstrações financeiras de anos anteriores em razão de mudanças na contabilização de receitas, provisões e juros de outorgas. A empresa afirmou que esses ajustes são contábeis e não representam perda imediata de caixa.

- Rebaixamento da classificação de risco: as agências S&P e Fitch reduziram a nota de crédito da companhia para grau especulativo ("junk"), aumentando o custo de captação de recursos e pressionando seus títulos de dívida.

- Elevado endividamento: os ajustes contábeis aumentaram a percepção de risco e elevaram indicadores de alavancagem financeira.

- Problemas graves no fornecimento de água em diversos municípios do Brasil. Em alguns casos o Ministério Público foi acionado. 

A empresa corre risco de quebrar?

Até o momento, não há indicação de insolvência iminente. A própria companhia afirma manter liquidez relevante e continua operando normalmente as concessões de saneamento. Entretanto, a crise afetou sua credibilidade perante investidores e credores, tornando o acesso a financiamento mais caro e exigindo medidas para fortalecer sua estrutura de capital.










1 Comentários

  1. Bairro do Caranazal há mais de 7 dias sem água. Às vezes, dá água de madrugada por um curto período. A humilhação é grande.

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