“Não é concebível que um país com a natureza e a geografia do Brasil, com 20 mil quilômetros de rios economicamente navegáveis, e potencial de 40 mil quilômetros de rios navegáveis, ainda não tenha concretizado uma política pública de concessões das suas hidrovias. É bom esclarecer: concessão de hidrovia não é privatização de rios. Eu acompanho nas redes sociais, políticos, inclusive, das regiões Norte e Centro-oeste, que dizem que o governo vai privatizar os rios. Isso é uma grande mentira”, afirmou.
De acordo com o ministro, o debate é sobre concessão dos serviços hidroviários. “O rio continua público, o rio continua das pessoas e não haverá custo para as populações ribeirinhas, para as pequenas embarcações. O que está se estudando no Brasil são as concessões dos serviços para que as grandes empresas que utilizam os rios possam custear todo o benefício que as populações ribeirinhas, que as populações que usam o rio no seu dia a dia, possam ter com serviço de mais qualidade”, prosseguiu Tomé Franca.
O uso de hidrovias para o desenvolvimento da Região Norte é um dos pontos de atenção do governo. Em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Ministério de Portos e Aeroportos trabalhará em um diagnóstico sobre o transporte de passageiros nas hidrovias da região.
O ministro destacou outra vantagem das concessões hidroviárias: o aumento da segurança. “Com as concessões hidroviárias, que estão em estudo, especialmente na Região Norte, a gente vai ter a possibilidade de garantir a manutenção da dragagem, e de ter uma eficiência melhor nos portos, mas também o monitoramento das cargas. Muitas dessas cargas ilegais são utilizadas também nas embarcações de maneira clandestina, no transporte hidroviário. A gente vai garantir um sistema de segurança para que contribuir com as políticas públicas de segurança, pelo menos no que tange os transportes de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil”, ressaltou.
CONFLITO COM INDÍGENAS
A medida ocorreu após forte pressão e mobilização de povos indígenas e comunidades tradicionais paraenses.
Os detalhes da revogação incluem:
Rios afetados: O decreto previa concessões e obras de dragagem nos rios Tapajós (no Pará), Madeira (em Rondônia/Amazonas) e Tocantins (no Pará/Tocantins)
Reivindicação central: Indígenas apontavam que os planos de dragagem (sucção e remoção de areia do fundo) para a passagem de grandes embarcações causariam impactos ambientais e sociais negativos para as comunidades ribeirinhas, exigindo o cumprimento do direito à consulta prévia.
Protestos: As mobilizações duraram cerca de um mês e incluíram a ocupação do terminal de cargas da empresa Cargill, em Santarém (PA), por indígenas Munduruku, Arapiuns e Tupinambá.
A formalização: O cancelamento foi negociado pelos ministérios dos Povos Indígenas e da Secretaria-Geral da Presidência e formalizado com a assinatura da revogação
Os detalhes da revogação incluem:
Rios afetados: O decreto previa concessões e obras de dragagem nos rios Tapajós (no Pará), Madeira (em Rondônia/Amazonas) e Tocantins (no Pará/Tocantins)
Reivindicação central: Indígenas apontavam que os planos de dragagem (sucção e remoção de areia do fundo) para a passagem de grandes embarcações causariam impactos ambientais e sociais negativos para as comunidades ribeirinhas, exigindo o cumprimento do direito à consulta prévia.
Protestos: As mobilizações duraram cerca de um mês e incluíram a ocupação do terminal de cargas da empresa Cargill, em Santarém (PA), por indígenas Munduruku, Arapiuns e Tupinambá.
A formalização: O cancelamento foi negociado pelos ministérios dos Povos Indígenas e da Secretaria-Geral da Presidência e formalizado com a assinatura da revogação

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