Assembleia Legislativa do Pará declara o município de Itaituba como "Capital Paraense do Ouro"


O município de Itaituba, no sudoeste do Pará, foi oficialmente declarado a "Capital Paraense do Ouro" através do Projeto de Lei nº 568/2023, aprovado na Assembleia Legislativa do Pará. A medida visa destacar a importância histórica, cultural e econômica da mineração para a região. A deputada Lívia Duarte (PSOL), votou contra a proposta.

- Origem da Proposta: Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Wescley Tomaz

- Relevância Econômica: Além de "Cidade Pepita", o município concentra grande parte das Permissões de Lavra Garimpeira (PLG) do Brasil e atua como polo de serviços para a Província Aurífera do Tapajós

- Desenvolvimento Regional: A iniciativa busca fomentar não apenas o reconhecimento da trajetória local, mas também estimular o turismo e o desenvolvimento sustentável no município.

A história do garimpo na região do Tapajós, no oeste do Pará, é uma das mais marcantes da Amazônia brasileira. O garimpo moldou cidades, atraiu milhares de migrantes, gerou riqueza, conflitos sociais e impactos ambientais profundos.

Origem do garimpo no Tapajós: A exploração de ouro na região começou ainda no período colonial, mas ganhou força de verdade no século XX. Os primeiros registros organizados de extração ocorreram nas décadas de 1950 e 1960, especialmente em áreas próximas aos rios Tapajós, Jamanxim e Crepori.

A descoberta de grandes jazidas transformou a região em um dos maiores polos garimpeiros do Brasil.

O “Ciclo do Ouro” dos anos 1970 e 1980

O auge ocorreu entre os anos 1970 e 1980. Durante a ditadura militar, o governo incentivou a ocupação da Amazônia com projetos de integração nacional. O ouro virou símbolo de oportunidade econômica. Milhares de garimpeiros chegaram de várias partes do país, principalmente do Nordeste.


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