O anúncio foi feito no sábado (23) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a inauguração da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Desenvolvido pela Secretaria do Audiovisual (SAV), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o projeto vem sendo chamado de “Netflix brasileira” por integrar conteúdos audiovisuais em uma plataforma pública e sem cobrança de assinatura.
Segundo o Governo, o Tela Brasil contará inicialmente com mais de 500 obras audiovisuais nacionais entre curtas, médias e longas-metragens. O acesso será realizado utilizando o cadastro gov.br, seguindo um modelo semelhante ao adotado em outros aplicativos oficiais recentes, como MEC Livros e MEC Idiomas.
De acordo com o Ministério da Cultura, a iniciativa é apresentada como uma ferramenta de fortalecimento do audiovisual brasileiro. Ainda segundo o órgão, o Tela Brasil chega com a proposta de valorização do audiovisual nacional, ao mesmo tempo, em que reafirma a cidadania cultural, mobiliza a expressão simbólica da população e potencializa o mercado audiovisual por meio da formação de público e da geração de demanda.
Apesar da confirmação do lançamento, os títulos que integrarão o catálogo ainda não foram revelados. Contudo, a seleção das produções foi realizada pelo Ministério da Cultura em parceria com instituições como a Cinemateca Brasileira, CTAv, Funarte e Fundação Cultural Palmares, em um investimento de R$ 4,4 milhões.

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