
Depois de meses de transição climática no Oceano Pacífico, uma agência de metereologia dos Estados Unidos passou a indicar, de forma mais clara, a possibilidade de formação de um El Niño forte em 2026. O boletim mais recente do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, ligado à NOAA, aponta que o fenômeno pode surgir entre maio e julho e persistir até pelo menos o fim do ano. Para o trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, o órgão já considera chances semelhantes de um evento moderado, forte ou muito forte.
O relatório, atualizado neste 4 de maio, marca uma mudança importante no acompanhamento do fenômeno. O sistema de alerta ENSO aparece agora como “aviso final de La Niña” e “observação de El Niño”. Na prática, isso significa que a fase fria do Pacífico perdeu força, enquanto os sinais de aquecimento começam a ganhar consistência nas áreas monitoradas.
Os sinais de mudança começaram a se consolidar após o enfraquecimento da La Niña (oceano Atlântico). Entre agosto de 2025 e o início de janeiro de 2026, temperaturas abaixo da média se fortaleceram em partes do Pacífico Equatorial. Desde janeiro, no entanto, esse resfriamento passou a perder força em grande parte da região.
O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação atmosférica e mudando o clima global. No Brasil, intensifica secas na faixa Norte/Nordeste e aumenta o volume de chuvas no Sul, com projeção de um evento forte a muito forte para 2026, afetando agricultura e temperaturas.
- Região Sul: Alto risco de enchentes, inundações, deslizamentos de terra e temporais, com efeitos mais intensos entre setembro e novembro.
- Regiões Norte/Nordeste: Aumento do risco de seca severa e redução dos níveis dos rios devido ao menor volume de chuvas.
- Sudeste/Centro-Oeste: Ondas de calor mais intensas e períodos de abafamento, com chuvas irregulares.
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