Nuvem de poeira do deserto do Saara chega na região Norte do Brasil. Alerta para problemas respiratórios


Uma extensa nuvem de poeira originada no Deserto do Saara, no norte da África, está atravessando o Oceano Atlântico e começa a chegar na região norte do Brasil. O fenômeno atmosférico, impulsionado pelos ventos alísios na faixa tropical, já impacta países do Caribe, da América Central e do norte da América do Sul.

De acordo com mapas de previsão atmosférica, há aumento na concentração de material particulado, principalmente das frações conhecidas como PM10 e PM2,5 (esta última considerada a mais preocupante para a saúde pública). 

As partículas PM2,5 possuem diâmetro igual ou inferior a 2,5 micrômetros, cerca de 30 vezes menores que um fio de cabelo, o que permite que penetrem profundamente nos pulmões e até atinjam a corrente sanguínea.

Embora a poeira do Saara contenha partículas de diferentes tamanhos, as mais finas permanecem suspensas na atmosfera por períodos mais longos e conseguem percorrer grandes distâncias. Mesmo chegando ao Brasil de forma mais dispersa, a pluma pode provocar alterações temporárias na qualidade do ar.

O pico de concentração foi observado entre terça-feira (24) e quarta-feira (25), mas a tendência é que os efeitos persistam ao menos até sexta-feira (27), ainda que de forma gradual e variável conforme as condições meteorológicas locais.
Riscos à saúde e impactos visuais

A elevação nos níveis de PM2,5 pode causar irritação nas vias respiratórias, agravamento de crises de asma e bronquite, além de elevar o risco de complicações cardiovasculares. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas integram o grupo mais vulnerável aos efeitos da poluição atmosférica.

Em períodos de maior concentração, especialistas recomendam reduzir atividades físicas ao ar livre, manter ambientes internos ventilados de forma controlada e, se necessário, utilizar máscaras de proteção respiratória adequadas.

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