COVID-19: Toque de recolher e lockdown em vários estados do Brasil


A escalada da pandemia trouxe de volta o risco de uma medida temida, mas que se faz cada vez mais necessária: o lockdown total. O alto número de novos casos confirmados diariamente e a situação crítica na oferta de UTIs têm levado governadores e prefeitos a adotar medidas mais duras, como ocorreu no início da pandemia, em março do ano passado.

No domingo, 28/02, Brasília suspendeu a abertura de todos os serviços não essenciais, incluindo escolas e faculdades. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, adotou a medida depois que na sexta-feira, 26/02, a ocupação das UTIs dedicadas ao tratamento de Covid-19 chegou a 98%, quando apenas um leito estava disponível. Rocha anunciou no fim de semana a abertura de mais 100 leitos nos próximos dias para conter a grave crise em Brasília.

Também com alta ocupação do sistema hospitalar, Goiânia e cidades da região metropolitana adotam a a partir desta segunda-feira, 1 de março, um lockdown por sete dias em Goiás.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), também prorrogou no domingo por mais 48 horas a suspensão de todas as atividades não essenciais que virou no fim de semana. Costa decidiu estender ainda o toque de recolher que limita a circulação de pessoas entre as 20h e as 5h até o domingo, 7 de março.

“Os hospitais privados continuam operando a quase 100%. A rede pública acima de 90%. Ao longo do dia de hoje estavam na fila esperando a regulação mais de 195 para leitos de UTI”, disse o governador Rui Costa, em vídeo publicado no Twitter.

Outros estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul elevaram as medidas de restrição nos últimos dias.

No Rio Grande do Sul, estabelecimentos como academias, teatros e cinemas serão fechados, e restaurantes poderão funcionar apenas por meio de tele-entrega ou retirada, com 25% da capacidade e do número de trabalhadores. O DF deve seguir esquema semelhante.

Pressionado pelo avanço da covid-19 e pela falta de vacinas para imunizar a população, o presidente Jair Bolsonaro tem desafiado governadores que decretaram medidas de isolamento a assumir os custos de um novo auxílio emergencial a trabalhadores informais e desempregados, medida preparada pelo próprio Executivo federal em negociação com o Congresso.

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