SANTARÉM: Hospital Regional tem lista de espera para UTI de Covid-19


Os vereadores Carlos Martins (PT) e Murilo Tolentino (PSC), integrantes da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, visitaram, na manhã desta terça-feira (23), o Hospital Regional do Baixo Amazonas. Eles se reuniram com o diretor da unidade Herbert Moreschi, e tiveram a oportunidade de atualizar as informações sobre o atendimento dos pacientes com Covid-19 no hospital.

De acordo com Moreschi, a regulação dos leitos de UTI do HRBA é feita pelo Sistema Estadual de Regulação, que administra as vagas, o que não dá, portanto, autonomia ao hospital sobre os pacientes que são transferidos para a unidade.

Os dados apontam que, atualmente, existem 64 leitos de UTI adulto, 25 leitos clínicos para pacientes com Covid. Desses 64 leitos de UTI, até esta terça-feira, 97% deles estavam ocupados, mas já com transferências de pacientes da lista de espera para os leitos disponíveis.

Moreschi também esclareceu que o hospital contratou mais de 200 profissionais para a linha de frente nessa pandemia, e relatou também que os servidores estão sobrecarregados e muitos fazendo horas extras. Esclareceu ainda que, embora pudesse ter mais leitos de UTI, nesse momento não existem condições de se montar uma equipe para esses atendimentos, pois o hospital não possui equipamentos suficientes.

Por esse motivo, na sessão desta terça-feira (23), o vereador Carlos Martins reforçou a necessidade de mais leitos de estabilização no Hospital de Campanha para os pacientes mais graves que aguardam leitos de UTI. O requerimento apresentado pelo parlamentar foi aprovado pela Casa.

“Eu já venho solicitando desde a semana passada a possibilidade de se aumentar os leitos de estabilização do Hospital de Campanha. Atualmente são apenas quatro leitos, e a minha proposta é que se amplie para 10 leitos. Nesses leitos, ficam os pacientes que estão em situação mais grave, e que não têm de imediato a vaga de UTI. Já que existe uma dificuldade maior de ampliação dos leitos de UTI, a minha solicitação é que o governo possa ampliar os leitos de estabilização”, explicou Carlos Martins.

Por Keliane Tomé – Assessora do vereador Dr. Carlos Martins




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