Em seu plano de governo a candidata ao governo do estado do Pará, Hanna Ghassan (MDB), apresentou as propostas para a área da eduação. Um dos pontos que chamou a atenção é o projeto para a implantação de 200 escolas cívico-militares.
Um questão importante é que existe bastante debate sobre o modelo de ensino. Defensores do projeto destacam disciplina, redução de problemas de convivência e organização escolar, trazendo bons resultados para a educação de jovens.
O que são escolas cívico-militares ?
Como funciona?
Em geral, o modelo procura combinar:
Em geral, o modelo procura combinar:
- Ensino acadêmico tradicional: disciplinas como Matemática, Português, Ciências, História e Geografia continuam sendo ministradas por professores.
- Disciplina e organização: militares podem auxiliar em regras de convivência, organização dos horários, formação e atividades cívicas.
- Valores cívicos: busca incentivar responsabilidade, respeito, cidadania, cumprimento de regras e participação comunitária.
- Professores continuam responsáveis pelo ensino: os militares não substituem os docentes nas disciplinas curriculares.
- Regras de comportamento: normalmente existem normas mais rígidas sobre uniforme, horários, apresentação pessoal e comportamento.
É uma escola militar? Não necessariamente. Essa é uma diferença importante.
Uma escola militar, como os colégios militares, possui uma estrutura institucional própria ligada às Forças Armadas ou às forças de segurança.
Já uma escola cívico-militar, normalmente continua sendo uma escola pública da rede estadual ou municipal, com currículo da educação básica, mas adota uma gestão ou modelo de apoio com participação militar.
E no Brasil?
O modelo ganhou destaque durante o governo de Jair Bolsonaro, que criou em 2019 o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). O programa federal foi encerrado em 2023, mas estados e municípios podem manter ou criar modelos próprios, conforme suas legislações e políticas educacionais.
O modelo ganhou destaque durante o governo de Jair Bolsonaro, que criou em 2019 o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). O programa federal foi encerrado em 2023, mas estados e municípios podem manter ou criar modelos próprios, conforme suas legislações e políticas educacionais.

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