Após o bloqueio na quarta-feira (4), da rodovia que dá acesso ao aeroporto de Santarém, o governo propôs aos indígenas a flexibilização do decreto, porém os indígenas querem a revogação total do documento.
Sem acordo com o governo, após 14 dias de movimento, os indígenas partiram para a ocupação do terminal de passageiros do Aeroporto de Santarém.
O governo federal não tem planos para cancelar o processo de desestatização da Hidrovia do Tapajós e posteriormente a dragagem do leito do rio, localizado do estado do Pará. Neste momento, o processo pode ser suspenso, por um período.
MANIFESTAÇÃO
De acordo com o presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Lucas Tupinambá, no primeiro momento da manifestação não havia diálogo com o governo. O cenário mudou a partir do bloqueio da estrada de acesso ao aeroporto de Santarém.
"Depois do bloqueio da rodovia, a partir das 17h, começamos a ter um diálogo com os ministros Às 20h foi entregue uma proposta do governo às nossas reivindicações. Nesse momento estamos analisando e preparando uma contraproposta que será entregue à tarde aos representantes do governo federal que estão em Santarém. Nós populações indígenas vimos a necessidade de tomar a dianteira dessa luta em defesa do rio e das maravilhas do nosso Tapajós e em defesa da nossa alimentação", destacou.
Notas de esclarecimento
Por meio de nota, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o governo federal está em diálogo direto – por meio do Ministério dos Povos Indígenas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Secretaria-Geral da Presidência da República e de outros ministérios – com as lideranças presentes no Baixo Tapajós desde o início da mobilização.
"O referido decreto autoriza a realização de estudos sobre ações e serviços no Tapajós. Nenhuma iniciativa relacionada à concessão e dragagem de manutenção hidroviária ou a qualquer outro empreendimento no Rio Tapajós vai avançar sem o processo de Consulta Prévia, Livre e Informada, nos termos da Convenção 169 da OIT, conforme compromisso já firmado pelo governo federal com lideranças da região.", diz a nota.
O DNIT informou que identificou sete pontos críticos, que precisam ser dragrados no rio Tapajós e com base nesses dados técnicos, foram estabelecidos os trechos, volumes e métodos de dragagem. Disse ainda que realiza um relatório e um plano de controle ambiental, atendendo uma determinação da Semas.
Ainda segundo a nota, o pedido do órgão estadual prevê o mapeamento e a consulta às comunidades indígenas e tradicionais, processo que será conduzido durante o desenvolvimento dos estudos ambientais para o licenciamento.
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas), disse que não há demanda protocolada no órgão para autorização de dragagem no rio Tapajós.
Os indígenas iniciaram no dia 22 de janeiro um movimento de protesto contra a privatização de hidrovias, a dragagem do rio Tapajós e a falta de consulta livre, prévia e informada, um direito violação do direito garantido pela Convenção 169 da OIT. Eles fecharam o acesso de caminhões e outros veículos ao porto de Santarém e ao terminal da multinacional Cargill.
De acordo com o presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Lucas Tupinambá, no primeiro momento da manifestação não havia diálogo com o governo. O cenário mudou a partir do bloqueio da estrada de acesso ao aeroporto de Santarém.
"Depois do bloqueio da rodovia, a partir das 17h, começamos a ter um diálogo com os ministros Às 20h foi entregue uma proposta do governo às nossas reivindicações. Nesse momento estamos analisando e preparando uma contraproposta que será entregue à tarde aos representantes do governo federal que estão em Santarém. Nós populações indígenas vimos a necessidade de tomar a dianteira dessa luta em defesa do rio e das maravilhas do nosso Tapajós e em defesa da nossa alimentação", destacou.
Notas de esclarecimento
Por meio de nota, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que o governo federal está em diálogo direto – por meio do Ministério dos Povos Indígenas, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Secretaria-Geral da Presidência da República e de outros ministérios – com as lideranças presentes no Baixo Tapajós desde o início da mobilização.
"O referido decreto autoriza a realização de estudos sobre ações e serviços no Tapajós. Nenhuma iniciativa relacionada à concessão e dragagem de manutenção hidroviária ou a qualquer outro empreendimento no Rio Tapajós vai avançar sem o processo de Consulta Prévia, Livre e Informada, nos termos da Convenção 169 da OIT, conforme compromisso já firmado pelo governo federal com lideranças da região.", diz a nota.
O DNIT informou que identificou sete pontos críticos, que precisam ser dragrados no rio Tapajós e com base nesses dados técnicos, foram estabelecidos os trechos, volumes e métodos de dragagem. Disse ainda que realiza um relatório e um plano de controle ambiental, atendendo uma determinação da Semas.
Ainda segundo a nota, o pedido do órgão estadual prevê o mapeamento e a consulta às comunidades indígenas e tradicionais, processo que será conduzido durante o desenvolvimento dos estudos ambientais para o licenciamento.
A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará (Semas), disse que não há demanda protocolada no órgão para autorização de dragagem no rio Tapajós.

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