URGENTE: Nicolás Maduro sofreu um golpe da vice-presidente que passou informações para os EUA

Trump e Delcy Rodriguez

Empossada ontem como presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e seu irmão, Jorge Rodriguez, reconduzido para o posto de presidente da Assembleia Nacional do país, mantiveram conversas com emissários do presidente dos EUA, Donald Trump, por meses antes da operação militar do último sábado (3), que capturou Nicolás Maduro.

A informação foi confirmada pelo portal de notícias UOL através de fontes diplomáticas em Washington e em Caracas (Venezuela).

Os contatos dos irmãos Rodríguez aconteciam sobretudo com o embaixador americano Richard Grenell, designado por Trump como enviado presidencial para missões especiais na Venezuela, e sua equipe. Conversas tratavam sobre os interesses de Washington de obter acordos com o regime chavista para exploração das reservas de minério e petróleo do país, e para a repatriação de centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que entraram de modo irregular nos EUA nos últimos anos.

Foi com Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez que Richard Grenell negociou, logo nas primeiras semanas do segundo mandato de Trump, a libertação de seis americanos presos na Venezuela sob acusação de terrorismo, sem contrapartida por parte dos EUA além de uma foto do embaixador americano apertando a mão de Maduro.

Segundo o UOL apurou, na ocasião, Delcy havia se mostrado disposta a liberar dois dos prisioneiros dos EUA e demonstrou incômodo com a perspectiva de que, na visita à Venezuela, Grenell se encontraria com a líder da oposição Maria Corina Machado.

O embaixador teria feito uma contraproposta à então vice-presidente venezuelana: falaria com Corina apenas por telefone, em troca de oito prisioneiros. Delcy aceitou a oferta, mas barganhou, oferecendo a libertação de seis detentos. Com o acordo fechado, os seis embarcaram ainda em uniforme de presidiários em um avião presidencial dos EUA, ao lado de Grenell, no dia 31 de janeiro de 2025.

O pragmatismo e a competência demonstrados pela vice-presidente Delcy agradaram aos americanos — inicialmente interessados na exploração da maior reserva de petróleo do mundo e muito menos focados em questões como a democracia. Nos últimos meses, a então vice foi se consolidando como uma interlocutora de cada vez mais confiança, enquanto os contatos de Grenell com Corina se mostraram pouco frutíferos para que ela o convencesse — e à Casa Branca — de que teria condições efetivas de comandar o país e garantir os negócios petrolíferos, caso seu grupo assumisse o Palácio Miraflores (Venezuela).



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