PARÁ: Mounjaro contrabandeado do Paraguai está sendo vendido em larga escala em Santarém


Está ocorrendo uma "avalanche" no consumo de medicamentos à base de tirzepatida (principalmente o Mounjaro e suas versões genéricas) onde estão sendo contrabandeados do Paraguai e vendidos de forma irregular no Brasil, muitas vezes em grande quantidade e fora dos canais autorizados.

No município de Santarém, Oeste do Pará, à venda do chamado “Mounjaro do Paraguai” está ocorrendo em larga escala e de forma descontrolada. As autoridades de segurança pública do estado do Pará, nada fazem para combater o contrabando e a venda ilegal.

A venda desses medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem controle de qualidade e sem prescrição médica representa riscos à saúde e está fora da lei no Brasil.

Produtos rotulados como “Mounjaro do Paraguai” muitas vezes não têm garantia de composição ou eficácia, podendo até ser falsificados.

MEDICAMENTO

O Mounjaro (tirzepatida) é um medicamento controlado no Brasil que exige prescrição médica em duas vias e sua comercialização deve seguir regras estritas.

A importação por pessoas jurídicas e físicas para revenda no mercado brasileiro é proibida sem autorização e registro na Anvisa.

Exportações via fronteira sem despacho aduaneiro configuram crime (descaminho ou contrabando).

Além disso, a Anvisa já suspendeu vários produtos similares que eram ofertados irregularmente, justamente por não terem registro no Brasil e colocarem a saúde em risco.

RISCOS À SAÚDE

1) Muitos “Mounjaro do Paraguai” não são fabricados pela Eli Lilly (empresa original). O falso produto pode causar hipoglicemia grave, vômitos intensos, convulsões e até coma.

Há casos de:

- Substância diferente da tirzepatida;
- Dosagem errada (mais fraca ou mais forte);
- Misturas com outras drogas (ex: semaglutida, insulina ou solventes desconhecidos).


2) Quebra da cadeia de refrigeração

A tirzepatida precisa ficar entre 2 °C e 8 °C.

No contrabando:
- Viagens longas;
- Transporte em porta-malas;
- Armazenamento em residências.

O medicamento pode perder eficácia ou se tornar tóxico, sem qualquer sinal visível.

3) Ausência de acompanhamento médico

O uso sem avaliação adequada pode provocar:
- Pancreatite aguda;
- Agravamento de doenças da tireoide;
- Problemas gastrointestinais severos;
- Risco aumentado para quem tem Diabetes tipo 1;
- Histórico de câncer medular da tireoide;
- Doenças renais ou hepáticas.

Muitos usuários só descobrem complicações quando já estão em emergência hospitalar. 

4) Erro de dose

Canetas e frascos paraguaios não seguem o padrão brasileiro.

Pessoas aplicam doses erradas por conta própria, onde p
ode causar:
- Desidratação severa;
- Queda brusca de glicose;
- Colapso metabólico.

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