Um decreto publicado em agosto/2025 no Diário Oficial da União (DOU), incluiu as hidrovias do Madeira, Tocantins e Tapajós, no Programa Nacional de Desestatização (PND) e abriu caminho para os leilões de concessão planejados pelo governo federal desde 2023.
Nesse contexto, o governo federal abriu licitação para a contratação de empresa especializada na execução do serviço de dragagem do Rio Tapajós, no valor de R$ 74,8 milhões.
A atividade é prevista para os próximos cinco anos na hidrovia, nos trechos entre os municípios de Santarém e Itaituba, no Pará.
POLÊMICA
Nas últimas semanas, movimentos sociais e o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (CITA), iniciaram manifestações contra o processo de dragagem do leito do Rio Tapajós. Uma das manifestações bloqueou a entrada da empresa Cargill, que movimenta milhões de toneladas de grãos por ano, através do Rio Tapajós.
Um fato que vem chamando a atenção da imprensa do Pará é que, em ano de eleição, até o momento, nenhum político se posicionou a favor ou contra o processo de dragagem do Rio Tapajós.
PROCESSO DE DRAGAGEM
1) O que é a dragagem?
Dragagem é a retirada de areia, lama e sedimentos do leito do rio para:
- aumentar a profundidade;
- permitir a navegação de grandes embarcações (comboios de grãos, balsas);
- reduzir riscos de encalhe, principalmente no período da seca.
2) Por que o Tapajós é alvo de dragagem?
# O Tapajós é estratégico:
- integra o Arco Norte, rota de escoamento de soja e milho;
- liga o Centro-Oeste aos portos do Pará;
- tem trechos rasos e bancos de areia, especialmente entre Itaituba e Santarém.
- facilita a navegação o ano todo;
- reduz custos logísticos do agronegócio;
- aumenta a competitividade dos portos da região.
# Principais riscos e impactos ambientais:
- Alteração do leito do rio, mudando correntes naturais;
- Turbidez da água, afetando peixes e a pesca artesanal
- Destruição de habitats aquáticos;
- Risco a espécies sensíveis, como peixes reprodutores e quelônios;
- Possível impacto em terras indígenas e comunidades tradicionais.
- Alteração do leito do rio, mudando correntes naturais;
- Turbidez da água, afetando peixes e a pesca artesanal
- Destruição de habitats aquáticos;
- Risco a espécies sensíveis, como peixes reprodutores e quelônios;
- Possível impacto em terras indígenas e comunidades tradicionais.
- Turismo na região será prejudicado, com a contaminação do Rio Tapajós.


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