POLÊMICA: Presidente Donald Trump é declarado “persona non grata” em Belém, sede da COP-30


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump foi declarado “persona non grata” em Belém, capital do Pará que vai sediar a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). O requerimento foi aprovado nesta quarta-feira (6/8) pela Câmara Municipal de Belém. 
  • "Persona non grata" é uma expressão em latim que significa "pessoa não desejada" ou "pessoa não bem-vinda". No contexto diplomático, refere-se a um estrangeiro, que é considerado indesejável por um país, estado ou cidade e pode ser expulso do local. 
A medida foi proposta pelo vereador Alfredo Costa (PT) como resposta ao tarifaço de 50% aplicado sobre grande parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.

Costa destacou o impacto das tarifas na economia brasileira, especialmente para trabalhadores e empresas. “Todos aqueles que vão perder nesse tarifaço que ele está impondo sobre a nossa economia. Belém não pode aceitar de maneira nenhuma que o presidente de outro país venha intervir na economia. Nós temos que defender a soberania nacional, do nosso povo, do povo trabalhador. Portanto, Belém diz não a Trump. Você é persona non grata”, declarou o parlamentar.

Discussão política marca votação

A votação gerou polêmica e foi alvo de críticas por parte de vereadores do PL e outros parlamentares alinhados à direita. A vereadora Ágatha Barra usou as redes sociais para criticar o requerimento.


“Sinceramente… Seria muito mais útil usar as sessões da camara de belem para discutir os verdadeiros problemas da nossa cidade, que não são poucos. Mas o que a esquerda resolveu colocar em pauta hoje? Um requerimento para declarar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como persona non grata em Belém!”, escreveu a vereadora.

Tarifaço atinge quase 36% das exportações brasileiras

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos começou a valer nesta quarta-feira (6). Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior, a sobretaxa de 50% incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Com base nos dados de 2024, isso equivale a cerca de US$ 14,5 bilhões. O impacto só não é maior devido à exclusão de aproximadamente 700 itens da lista, incluindo celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro.

Fonte: O Liberal

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