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PARÁ: Barco hospital Papa Francisco leva saúde até as comunidades ribeirinhas do estado



Em um estado com vasta extensão e características geográficas complexas, são necessárias medidas inovadoras e criativas para garantir saúde para a população de todo o Pará. Em 2019, o Governo do Estado assinou um convênio com a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus para viabilizar a execução do projeto Barco Hospital Papa Francisco e São João Paulo II.

Navegando pelos rios do Pará, o Barco Hospital tem como objetivo levar serviços de saúde para comunidades de difícil acesso localizadas nas regiões Sudeste e do Baixo Amazonas. Desde o início do projeto, já foram realizados cerca de 250 mil atendimentos entre consultas clínicas, realização de exames, procedimentos cirúrgicos e odontológicos. Além da distribuição de mais de 30 mil medicamentos e 46 mil refeições servidas.

Atualmente, as ações do Barco Hospital são coordenadas pelo Frei Afonso Obici, que apesar dos desafios do projeto, demonstra satisfação com os resultados alcançados.

“Como o projeto mescla uma unidade hospitalar e uma embarcação fluvial, podemos dizer que nossa iniciativa possui as dificuldades somadas das duas condições. Além disso, cada expedição possui particularidades pelos profissionais que temos disponíveis e cada comunidade possui carências e necessidades diferentes”, avaliou.

Estrutura

A embarcação de 32 metros conta com espaços para atendimentos clínicos, centro cirúrgico, sala de vacinação, laboratório de análise, sala de medicação, leitos de enfermaria, sala oftalmológica completa e diversos equipamentos para a realização de diagnósticos como raio-x digital, mamógrafo, ecocardiograma, ultrassom e eletrocardiograma.

O projeto conta com a participação voluntária de profissionais de saúde não só do estado como de todo o Brasil, interessados em conhecer e contribuir com o projeto. Em média, o Barco Hospital atua com 30 pessoas realizando atendimento da população, entre médicos, dentistas, enfermeiros e outros colaboradores.

“O barco é muito importante porque através das expedições que ele realiza, leva atendimentos especializados para as comunidades ribeirinhas dos nossos municípios. Geralmente são comunidades muito carentes e de difícil acesso aos serviços de saúde. Então ele leva assistência a áreas muito remotas e contribui para que essas pessoas tenham acesso aos serviços do SUS de forma adaptada à nossa realidade geográfica”, avalia Aline Liberal, diretora do 9º Centro Regional da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), sobre a importância do projeto para o sistema de saúde da região.

A diretora explicou de que forma são escolhidos os locais onde o Barco Hospital fará suas expedições.


“O primeiro passo é conversar com a tripulação que pilota o barco sobre o nível do rio, já que em período de seca, a embarcação não navega. Depois reunimos com as secretarias municipais para definirmos quais comunidades estão com maior demanda para os serviços que serão oferecidos na expedição, principalmente aquelas de acesso ainda mais difícil que o normal para a região”, declarou.

Até hoje, foram 50 expedições realizadas, que atenderam comunidades ribeirinhas nos seguintes municípios: Óbidos, Juruti, Faro, Terra Santa, Oriximiná, Almeirim, Curuá, Alenquer, Prainha, Monte Alegre, Itaituba, Aveiro, Porto de Moz e Santarém.

Atendimento Covid-19

Durante os períodos mais agudos da pandemia da Covid-19, o Barco Hospital foi de fundamental importância para o tratamento de saúde da população ribeirinha. Os atendimentos comuns do projeto foram temporariamente suspensos, com todas as atenções voltadas para os efeitos da pandemia na região.

“O Papa Francisco foi um alento para a população ribeirinha durante a pandemia da Covid-19, devido à distância que essas comunidades estão da rede de atendimento. Foi nítido para nós da equipe a grande procura pelos serviços oferecidos pelo barco, além do aumento de medicações que distribuímos. Nossa maior preocupação era em dar apoio às unidades básicas com oxigênio para quem precisava”, explicou Lídia Oliveira, enfermeira da embarcação, a respeito do trabalho da embarcação durante o período.

“O ápice da pandemia não foi fácil nem para os hospitais fixos, imagine para nós que temos ainda mais dificuldades de operação. Mas conseguimos manter uma taxa de sucesso bem alta nos atendimentos, nossos profissionais atuaram com humanização, ética e profissionalismo”, concluiu

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