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Onde estão as reservas de potássio que podem tirar o Brasil da dependência de fertilizantes?


O Amazonas é reconhecido pela exuberante biodiversidade (98% do território é coberto por floresta nativa) e sua geodiversidade registra a existência de reservas minerais e de óleo e gás de expressão internacional como: o nióbio de Seis Lagos; o estanho do Pitinga; gás de Urucu e Juruá ; e os sais de potássio de Fazendinha e Arari.

As reservas de silvinita foram descobertas na década de 80 pela PETROMISA/ PETROBRAS e estão localizadas nos Municípios de Nova Olinda do Norte e Itacoatiara, cerca de 140 km a sudeste de Manaus. Estes depósitos salinos localizados na parte central da Bacia Sedimentar Amazonas, estão dispostos na forma de sequência de rochas evaporativas pertencentes às Formações Monte Alegre, Itaituba, Nova Olinda e Andirá (paleozóico superior).

Atualmente, o Brasil importa 96,5% do cloreto de potássio que utiliza para fertilização do solo. Também ostenta o título de maior importador mundial de potássio, com 10,45 milhões de toneladas adquiridas em 2019, de acordo com dados do Ministério da Economia.

Até o momento, pode-se afirmar a existência de depósitos em Nova Olinda do Norte, Autazes e Itacoatiara, com reservas em torno de 3,2 bilhões de toneladas de minério, além de ocorrências em Silves, São Sebastião do Uatumã, Itapiranga, Faro, Nhamundá e Juruti. Na região de Autazes, o minério pode ser encontrado a profundidades entre 650m a 850m, com teor de 30,7% KCl. Em Nova Olinda, a profundidade varia em torno de 980m e até 1200m, com teor médio de 32,59% KCl.

 

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