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ALERTA: A crise dos fertilizantes no Brasil vai gerar reajuste no preço dos alimentos


No ano passado, o Brasil importou da Rússia 9,3 milhões de toneladas de fertilizantes para a produção agrícola. Os russos são os principais fornecedores do insumo para os brasileiros.

Segundo o pesquisador do Cepea Mauro Osaki, há muitos anos, o Brasil importa da Rússia tanto matéria prima de base nitrogenada, quanto cloreto de potássio.

“No caso de cloreto de potássio é um pouco mais sensível para o nosso caso, porque nós importamos grande quantidade desse produto. E basicamente quatro países dominam esse mercado: Canadá, Belarus, Rússia e China, que juntos somam quase 80% da produção mundial. E tanto a Belarus quanto a Rússia agora começam a apresentar problemas no fornecimento desse produto para o mercado mundial.”

No caso das matérias primas de base nitrogenada, como ureia, nitrato de amônio e sulfato de amônio, a Rússia também é forte responsável pela exportação desses produtos para o Brasil.

“A recente ida da ministra [Tereza Cristina] para o Irã e outros países da região do Oriente Médio é uma forma de diversificar a fonte fornecedora desse nitrogenado, caso aumente muito a questão dos fertilizantes no caso da Rússia”, afirma o pesquisador.

A produtora agrícola Karina Dameto, do município de Barbosa Ferraz, no Paraná, se preocupa com o aumento do preço dos fertilizantes.

“Já está tendo um aumento. Somente esse ano, em relação aos fertilizantes, comparando com o ano passado, nós tivemos um aumento de uma média de 400%. No ano passado nós pagávamos em um saco de fertilizante R$ 120; esse ano já foi para R$ 300.”

Segundo o pesquisador Mauro Osaki, o aumento expressivo do fertilizante se deu principalmente pela elevação do preço do gás natural na Europa.

“Gás natural é matéria prima para produção de nitrato de amônio. Então como o gás natural subiu, consequentemente transmitiu isso no preço final do adubo; que é o que aconteceu no primeiro semestre de 2021.”




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