Bolsonaro corre o risco de "não participar presencialmente" da Assembleia Geral da ONU

Por Correio Braziliense 

As comitivas estrangeiras que participarão da 76ª sessão da Assembleia-Geral da ONU receberam a orientação de que todos os participantes precisarão apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19 para participar do evento que ocorrerá nas instalações em Nova York. A informação é da Folha de S. Paulo.

Segundo diplomatas consultados pela Folha, a exigência não se aplicaria a chefes de Estado como Bolsonaro, com protocolo próprio para acesso ao edifício, mas os países-membros da ONU receberam na terça-feira (14), uma carta assinada por Abdulla Shahid, atual presidente da sessão da Assembleia-Geral. Ele encaminhou aos delegados documentos recebidos da prefeitura de Nova York, onde autoridades municipais apontam que a comprovação de vacinação deve ser exigida para eventos fechados, o que inclui a Assembleia-Geral da ONU.

Em 21 de setembro, ocorrerá a abertura do Debate Geral com intervenções, incluindo a do presidente Jair Bolsonaro, que deverá comparecer presencialmente ao encontro. Apesar de estar dentro do grupo de risco, aos 66 anos, o chefe do Executivo brasileiro ainda não teria sido imunizado.

Na sessão do ano passado, o edifício da Assembleia Geral ficou praticamente vazio devido à pandemia, pela primeira vez em 75 anos da organização. O tema este ano é “Construindo resiliência por meio da esperança — para se recuperar da Covid-19, reconstruir de forma sustentável, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Um dos eventos mais aguardados da nova sessão será a Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares. A reunião deve preparar o cenário para a transformação no setor com vista a atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, segundo a organização.

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