AMAZONAS: PF deflagra 4ª fase da operação Sangria, por desvios de recursos na pandemia

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), a quarta fase da Operação Sangria. Estão sendo investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

Serão cumpridos 25 mandados judiciais, que foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 06 de prisão temporária em Manaus e Porto Alegre (RS), além de sequestro de bens e valores, que, somados, alcançam a quantia de R$ 22.837.552,24.

De acordo com a nota enviada pela Polícia Federal à imprensa, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, de um hospital de campanha que, de acordo com os elementos de prova, não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19 e coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

O STJ determinou ainda o sequestro de bens e valores em valor total de R$ 22,8 milhões.

Segundo as investigações, “há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta, para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do governo do Estado”.

Os contratos investigados envolvem a locação do hospital Nilton Lins, que, segundo os investigadores, “não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia de Covid”, com risco de contaminação de pacientes e funcionários da unidade.

“Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados”, acrescenta a PF, em nota.

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