ALERTA: Pará registra casos de doença rara que pode estar relacionada à Covid-19

    

O Pará já registra 18 casos da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIMP), doença que afeta crianças que tiveram contato com o novo coronavírus (Sars-CoV-2). De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a doença é rara é já afetou mais de 70 crianças no Brasil.

Segundo o MS, a doença ocorre exclusivamente em crianças, na faixa etária de 7 meses a 16 anos. Pacientes diagnosticados com a doença apresentam pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor no abdômen, náuseas, vômitos e problemas respiratórios, sintomas comuns também à Covid-19. Ainda de acordo com o MS, grande parte dos pacientes apresentavam infecção pelo novo coronavírus ou tiveram Covid-19 anteriormente.

No entanto, o ministério afirma que ainda não há evidências concretas de que a Covid-19 cause a SIMP. Por conta disso, o Instituto Evandro Chagas (IEC) iniciou um estudo para avaliar a relação entre as doenças em crianças. Os pesquisadores avaliam 11 crianças com idades entre 7 meses e 11 anos.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) disse, em nota, que emitiu um alerta epidemiológico para os municípios e hospitais, assim que foi comunicada sobre a possível relação da SIM-P como complicação da Covid-19 em pessoas de 0 a 19 anos. A secretaria explica que instituiu Centro de Operações de Emergências da Saúde (COE) para monitorar os casos de SIM-P no estado, com representantes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Pará (CIEVS), Vigilância Epidemiológicas, Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Dpais) e Instituto Evandro Chagas.

Ainda em nota, a Sespa afirmou que já elabora uma nota técnica sobre a doença e fará uma live para profissionais da saúde que atuam nos serviços de saúde dos municípios paraenses afim de prestar esclarecimentos sobre a doença. Até o momento, dois casos constam no sistema oficial de notificação do Ministério da Saúde quanto a síndrome no Pará, segundo a secretaria, e todos os casos suspeitos e confirmados estão sendo monitorados e investigados pela Vigilância Epidemiológica.



Com informações do G1/Pará

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